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23 SET
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Setembro Amarelo: a importância de falar sobre prevenção de suicídio.

Setembro Amarelo: a importância de falar sobre prevenção de suicídio.

Setembro Amarelo: a importância de falar sobre prevenção de suicídio.

 

O Setembro Amarelo é uma campanha criada com o intuito de informar as pessoas sobre o suicídio, uma prática normalmente motivada pela depressão. Mesmo com tantos casos notórios, crescentes a cada ano, ainda existe uma expressiva barreira para falar sobre o problema.

 

Atualmente, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos. Todos os dias, pelo menos 32 brasileiros tiram suas próprias vidas. Todos esses números poderiam ser evitados ou reduzidos consideravelmente se existissem políticas eficazes de prevenção do suicídio.

 

Como identificar alguém que precisa de ajuda e corre risco de suicídio?
Pessoas sob risco de suicídio podem:
apresentar comportamento retraído, dificuldades para se relacionar com família e amigos;
ter casos de doenças psiquiátricas como: transtornos mentais, transtornos de humor (depressão, bipolaridade), transtornos de comportamento pelo uso de substâncias psicoativas (álcool e drogas), transtornos de personalidade, esquizofrenia e ansiedade generalizada;
apresentar irritabilidade, pessimismo ou apatia;
sofrer mudanças nos hábitos alimentares ou de sono.
odiar-se, apresentar sentimento de culpa, sentir-se sem valor ou com vergonha por algo;
ter um desejo súbito de concluir afazeres pessoais, organizar documentos, escrever um testamento;
apresentar sentimentos de solidão, impotência e desesperança;
escrever cartas de despedida;
falar repentinamente sobre morte ou suicídio;
apresentar um convívio social conturbado;
ter doenças físicas crônicas, limitantes e dolorosas, doenças orgânicas incapacitantes como dores, lesões, epilepsia, câncer ou AIDS;
apresentar personalidade impulsiva, agressiva ou humor instável.
Como ajudar?
Para ajudar uma pessoa com comportamentos suicidas, algumas ações são fundamentais, como:
ouvir, demonstrar empatia e ficar calmo;
ser afetuoso e dar o apoio necessário;
levar a situação a sério e verificar o grau de risco;
perguntar sobre tentativas de suicídio ou pensamentos anteriores;
explorar outras saídas para além do suicídio, identificando outras formas de apoio emocional;
conversar com a família e amigos imediatamente;
remover os meios para o suicídio em casos de grande risco;
contar a outras pessoas, conseguir ajuda;
permanecer ao lado da pessoa com o transtorno;
procurar entender os sentimentos da pessoa sem diminuir a importância deles;
aceitar a queixa da pessoa e ter respeito por seu sofrimento;
demonstrar preocupação e cuidado constante.
O que não fazer
Jamais ignore a situação de uma pessoa com comportamentos e pensamentos suicidas. Não entre em choque, fique envergonhado ou demonstre pânico. Não tente dizer que tudo vai ficar bem, diminuindo a dor da pessoa, sem agir para que isso aconteça.
A principal medida é não fazer com que o problema pareça uma bobagem ou algo trivial. Não dê falsas garantias nem jure segredo, procure ajuda imediatamente. Principalmente, não deixe a pessoa sozinha em momentos de crise nem a julgue por seus atos.
Recursos da comunidade e fontes de apoio
Para pessoas com pensamentos suicidas, os primeiras recursos ou fontes de apoio são:
família;
amigos e colegas;
unidades de saúde: CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), Unidades de Saúde da Família, clínicas, consultórios psicológicos, urgências psiquiátricas.
profissionais de saúde: médicos, psicólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, agentes de saúde.
centros de apoio emocional: CVV (Centro de Valorização da Vida), ligue para o 188.
grupos de apoio.
A grande maioria das mortes por suicídios podem ser evitadas e o diálogo sobre o assunto é o melhor jeito de fazer isso. Se você ou alguém que você conhece possui pensamentos suicidas, peça ajuda.

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